Um novo amor meu… Adélia Prado.

Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo (…)
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:

(…) Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.

Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele falo palavras como lanças.
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele podem entalhar-me,
Sou de pedra sabão.
Alegre ou triste,
amor é coisa que mais quero.

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Uma resposta to “Um novo amor meu… Adélia Prado.”

  1. terezinha Says:

    Essa poesia é prá começar a gostar da poesia de Adélia Prado. Mas, aqui prá nós… Existe amor feinho? Eu acho que não, quando a gente ama, passa a achar o amor lindo! O amor deixa a gente boba,”abestalhada”,variando…
    Deixa tudo lindo…E a pessoa amada mais linda ainda…
    Mas, me identifiquei com o poema…eu tb quero plantar “beijo de tres cores ao redor da casa”. E quero mais…”Quero comer bolo de noiva,/puro açúcar, puro amor carnal/ disfarçado de corações e sininhos”( Confeito – Adélia Prado ) Adélia…
    E prá vc F., um amor bem bonitinho!

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